Identifique possíveis falhas na sua loja virtual e entenda o que pode ser feito para voltar a vender com força máxima

É sabido que nos últimos anos o Brasil vem enfrentando uma das maiores recessões econômicas da sua história. Contudo, esse quadro vem mudando, e segundo dados do IBGE, as vendas do comércio varejista acumularam alta de 2,5% em um período de 12 meses, a partir de janeiro de 2017, sendo esta a maior taxa desde novembro de 2014.

Se essa informação já é suficientemente animadora, ainda mais promissor é o cenário eletrônico do comércio, que também em 2017, alcançou o faturamento de R$ 60 bilhões e contou com um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Apesar disso, existem empreendedores que não têm visto seus negócios “bombarem” na internet, e ao invés de surfarem na onda, estão se afogando nela. Dessa forma, não se sentem incluídos dentro desses números e se perguntam por que seu negócio online não está funcionando.

De fato, alguns modelos de negócio podem não ter sido os mais favorecidos nessa crescente, porém, na maioria dos casos, o resultado aquém do esperado ocorre pela falta de estratégias e atenção devidas para com seu site. Por conta disso, a Agita listou alguns fatores que paralisam as vendas do seu e-commerce e o que deve ser feito para que você possa reverter essa situação e retornar ao caminho dos lucros. Vamos conferir?

1. Aparência descuidada e falta de objetividade

Em primeiro lugar, um fator-chave ao qual você deve voltar sua atenção é a aparência do seu site. O consumidor online é extremamente volátil, e por mais minúsculo que seja algum detalhe que o desagrade, pode ser o suficiente para ele deixar sua loja sem a melhor das impressões.

Portanto, aposte no certo. Um visual limpo e sóbrio com interface intuitiva é o que você pode adotar de melhor para o seu e-commerce. Excesso de cores, imagens e animações podem fazer o seu cliente se sentir cansado e fechar a janela do seu site. Além disso, procure seguir alguns padrões organizacionais, como ícones e botões na vertical, à esquerda do cursor, ou na horizontal, em seu topo.

No entanto, tenha cuidado. Uma página simples demais pode também não expor corretamente sua identidade e consequentemente não marcar o visitante o suficiente para cativá-lo. O segredo aqui é encontrar o meio termo. Outro aliado ao visual da sua página é o seu direcionamento para compras. Esse é um elemento imprescindível para prender seu cliente, afinal, você deve tentar de tudo para que ele feche uma compra logo na sua primeira visita.

Por isso, seja claro e objetivo! Anuncie ofertas com banners logo na entrada do site, e coloque CTAs (botões de direcionamento) para levar o consumidor direto ao carrinho de compras. E mais uma vez, reforçamos o poder de uma interface intuitiva nessa etapa. Quanto mais descomplicado o passo a passo no processo de compra, maior a chance de se concretizar a venda.

Não esqueça também de incentivar o cadastro do seu cliente ou colocar uma janela pop-up para tentar captar seu e-mail. Dessa forma, você pode entrar em contato com ele enviando novas ofertas ou ainda mostrando produtos que ele já visitou e que poderia gostar de ver novamente.

2. Produtos com imagens ruins

Assim como é de extrema importância cuidar da aparência do seu e-commerce, é também essencial que você dê a devida atenção às imagens dos seus produtos. Elas são a parte ilustrativa do que você está vendendo, e, portanto, devem ser apresentadas da forma mais atraente possível.

Fotos nítidas tem um poder consideravelmente maior de captar a atenção do cliente. Por isso, faça uso de uma boa câmera para fotografar seus produtos e escolha iluminação e fundo adequados à sua proposta. Além disso, imagens com uma boa resolução permitem que os clientes tenham a opção de ampliá-las sem que essa imagem perca a qualidade. Muitos e-commerces, inclusive, possuem ferramentas de zoom em seus sites, e isso faz toda a diferença na hora de analisar um produto.

Se você acha que não tem o menor jeito para tirar fotos, talvez a melhor opção seja contratar um fotógrafo. O profissional específico pode extrair o melhor dos seus produtos e deixá-los com uma aparência invejável aos seus concorrentes. É uma solução mais custosa, obviamente, mas é a certeza de um bom resultado.

3. Ignorar o SEO

“Quem não é visto não é lembrado”. Essa é uma frase comumente utilizada em nosso cotidiano e é uma das máximas adotadas no mundo da propaganda e do marketing. Indo além, dentro do meio digital podemos ser ainda mais drásticos e dizer que “quem não é encontrado, não existe”. Você pode até pensar que isso é um exagero da nossa parte, mas na verdade não é.

O que queremos dizer é que, se seu site não é facilmente encontrado dentro das páginas de resultados de buscadores como o Google, ele efetivamente não possui nenhum grau de relevância para seus clientes. E com baixos acessos, você consequentemente terá um baixo número de vendas. Para que isso não aconteça, existe o SEO.

O SEO (Search Engine Optimization) é um conjunto de estratégias de otimização que visa melhorar o rankeamento do seu site e permitir que ele alcance posições de destaque dentro dos buscadores. E isso é extremamente importante para o seu e-commerce, visto que mais de 90% dos usuários não passam da primeira página do Google. Entre as principais estratégias de SEO, encontram-se as pesquisas de palavras-chave, produção de conteúdo e a estruturação de link building (cadeia de referenciamento de links que apontam para sua página).

Quando bem empregadas, essas técnicas ajudam a construir autoridade para a sua página, e isso diz muito ao Google, já que ela estará em constante análise dos crawlers, os robozinhos escaneadores da empresa. São eles que verificam o que é e o que não é relevante para os usuários na hora que estes realizam uma busca. Portanto, se você não tem dado muita atenção a esse importante fator, é bem provável que seja ele um dos grandes responsáveis pela sua baixa nas vendas.

4. Não possuir um blog

Como dissemos logo aqui em cima, a produção de conteúdo é um dos grandes responsáveis pelo bom posicionamento do seu e-commerce nas SERPs (páginas de resultados) dos buscadores. Mas para que esses conteúdos sejam melhor aproveitados, você deve saber exatamente qual o melhor lugar para que sejam publicados. E não, não é nas redes sociais como muita gente anda pensando.

As redes sociais são plataformas de compartilhamentos e discussões para consumo instantâneo. Com isso, os conteúdos ali postados têm um alto grau de efemeridade, e, se sua publicação for muito extensa, ela pode acabar sendo descartada pelo seu leitor.
Portanto, o melhor uso que você pode fazer dessa ferramenta é justamente para o compartilhamento de algum conteúdo publicado em um outro lugar. E sabe para onde o post deve redirecionar seus leitores? Exatamente. Para o seu blog!

O blog é um poderoso mecanismo de informações, e quando bem estruturado, pode se tornar o seu maior diferencial comunicacional. Ele funciona como sua referência acerca de temas relacionados aos seus serviços e produtos.

Através dele, você pode executar suas estratégias de Inbound Marketing publicando conteúdos específicos para cada tipo de lead (potencial cliente) de acordo com sua posição na jornada de compra. Conteúdos relevantes e educativos te fazem estreitar relações com seu público, gerando valor ao seu negócio. Assim, um visitante que se sente ajudado pela sua empresa, possui uma inclinação maior a retribuir pelo conteúdo fornecido, e dessa forma, estará mais apto a seguir o próximo passo dentro da jornada, seja ele qual for. Isso será determinado por você.

Para mais informações a respeito de blogs, mídias sociais e Inbound Marketing, dá uma olhadinha em alguns de nossos artigos!

5. Não fazer uso do Remarketing

Você provavelmente já deve ter passado por alguma situação em que visitou a página de uma loja, deu uma olhada em alguns produtos, e mesmo sem ter levado nada, começou a ser “perseguido(a)” por anúncios e ofertas dessa empresa. Há quem pense que isso possa ser algum tipo de vírus, mas na verdade, essa chuva de publicidade consiste em uma estratégia de vendas, e caracteriza-se como uma campanha de Remarketing.

O Remarketing é uma ferramenta do Google que sinaliza visitantes que estiveram em seu site e exibe para essas pessoas seus anúncios em outros sites que fazem parte da rede de display do próprio Google. Essas sinalizações são feitas através de dados colhidos por cookies, que segundo definição da Microsoft, “são pequenos arquivos que os sites colocam no disco rígido do seu computador quando você os visita pela primeira vez, funcionando como um cartão de identificação exclusivamente seu. Sua função é notificar o site quando você voltar”.

Assim, sempre que um visitante estiver em seu site, os cookies vão extrair algumas informações dele para no que no futuro sejam exibidos anúncios baseados nos tipos de ações tomadas por ele dentro do seu site. Dessa forma, cada visitante poderá receber um tipo de oferta diferente, de acordo com seu comportamento.

Esse instrumento pode aumentar fortemente seus resultados em vendas, e isso pode ser confirmado através dos dados fornecidos pela eMarketer, que evidenciam que 30% dos consumidores reagem positivamente à ferramenta, enquanto apenas 11% não se identificam com ela. E dentro da fatia de entusiastas, 25% aprovam o Remarketing justamente pelo fato de ele relembrar produtos que já os interessavam outrora. Dito isso, podemos concluir que essa estratégia costuma ser bem vantajosa, até porque como podemos ver, os números estão ao seu favor.

6. Ausência de sistema de avaliações

Críticas podem parecer assustadoras para alguns empresários pelo fato de poderem gerar repercussão negativa e arruinar seu negócio, e isso pode ser percebido por muitos como uma forma de auto sabotagem. Contudo, nem sempre elas se comportam dessa maneira, e esse tipo de pensamento só deve existir se você não tiver confiança no que está vendendo.

Ao mesmo tempo que um sistema de avaliações pode ser prejudicial, ele também pode ser extremamente benéfico ao seu e-commerce. Isso se dá pelo fato de que 66% dos consumidores ao redor do mundo confiam em opiniões e comentários postados online. Esses são dados extremamente relevantes no que se consta à tomada de decisão na hora da compra.

Um site com caixas de comentários abertos a discussões e disponibilidade de avaliações permite a interação entre consumidores, e com isso, aqueles que têm dúvidas em relação aos seus produtos/serviços podem se sentir mais esclarecidos e consequentemente confortáveis o suficiente para realizar a compra.

Além do mais, você só vai poder detectar uma falha no seu negócio se der voz ao seu público. São os seus clientes que vão te ajudar a saber se você está no caminho certo. No fim, é o que diz aquele ditado: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”.

Conclusão

Existem vários elementos que podem contribuir para a estagnação do seu e-commerce, e é claro que essas dicas não são uma fórmula mágica para o seu sucesso. Porém, temos a certeza de que se você ficar atento(a) aos fatores que foram apresentados nessa lista, poderá ver seguramente alguma melhora nos seus resultados. Esperamos ter te ajudado!

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